A didática de um homem é totalmente proporcional ao valor da idéia que lhe acomete o momento.
Momentos são frações de segundos ou intenções que se transformam em eras. Eras resumem tempos impiedosos entre o sagaz e o justo.
Tempos de alquimia e desejo, no entanto, não são abrandados pela cólera do ímpeto de ser honesto. Honestidade , aliás, é um adjetivo fugaz. Sim, qual a honestidade que faz com que a sua dor de saber a verdade se transforme em agradecimento sincero pela palavra doce e amiga que te dá “um pé na bunda”?
Mas falemos da modernidade absoluta de ser livre: Deus nos deu o livre arbítrio. Este, porém é a didática mais confusa desses tempos, visto que quem o criou interfere o tempo todo nas escolhas humanas. Quem nunca lhe disse “é porque não era pra ser!” ou “o que é seu tá guardado, Deus tá vendo”.
Tenho certeza que se você perguntar se essa pessoa acredita no livre arbítrio divino ela dirá que sim. “É claro!”.
Mas como pode alguém com acesso a tantas pesquisas, estudos, missas, cultos, bibliotecas, Google e TV a cabo pode não saber que ou ela escolhe acreditar no livre arbítrio e saber que se algo deu errado é porque é um idiota que errou bastante nas questões do concurso público ou até mesmo ser honesta consigo mesmo e encarar a realidade de que o outro nunca a amou de verdade e por isso a deixou ou ela aceita a vida como ela é, espera os tempos mudarem, os ventos da alquimia soprarem a seu favor e Deus salvá-la desses tempos de cólera. Tempos modernos esses.