Com a inocência de quem oferece seu primeiro beijo, transitei por uma aventura inconsequente. Na ilusão de que manteria meus pés no chão, me vi intensa, me pus feliz.
Ousei desafiar meu coração, o julguei imortal, intocável. Me fiz potente e então saltei em direção ao precipício. Sentí a queda, me desfiz em dor. Dor muda. Aguda.
Sentí a boca amarga pelo beijo que se foi, calando meu sorriso, tornando-me mortal.
E nessa dor ainda me calo. Torno-me silenciosa, na expectativa de manter intacto meu orgulho.
Orgulho inútil, mas protetor.
terça-feira, 24 de novembro de 2015
quinta-feira, 2 de julho de 2015
Trilhas
Quando Lucas se esquecera
Do caminho a ser seguido
Passou a comandar o destino
E não mais ser perseguido
A estrada era nova
Mas não se parecia perdido
Pois por onde passava
Já lhe parecia vivido
Como a terra trazia frutos
Pensou em cultivar abrigo
Como a terra não se fazia telha
Riu ao pensar em jazigo
Porém a morte nao lhe esperava
Tão pouco lhe teria suprido
Afinal, quanto mais passos ele dava
Mais tudo fazia sentido.
21 de janeiro de 2015
sábado, 14 de fevereiro de 2015
Vitrine
A minha democracia
Por vezes causa disritmia
Que por tão pouca alegria
Provoca o teu penar
Não me culpe por ela
Que apenas por ser bela
Me induz à uma qualquer cidadela
Apenas à dançar
Não sou exatamente aquilo por quem me declama
Sou apenas uma dama
Que por reflexo de uma acesa chama
Acende teu paladar
Ana Sabbag
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