terça-feira, 8 de setembro de 2009

Manifesto pela Joana Fora do Mundo

Joana não encontra o mundo fora de si mesma. Percebe coisas que não podem ser vistas ou sentidas por nós. Ela interfere em seus pensamentos e você é incapaz de conhecer os dela.
Mulher doce, mas incapaz de sentir a vida como você. Está sempre em muitos lugares ao mesmo tempo, está em toda parte e em parte qualquer. Por vezes, Joana se joga nos mares, corre pelos ventos e navega em dilúvios de areia sem perguntar a si mesma como consegue isso, como fazer outra vez, como nunca mais fazer.
Joana tem medo de si mesma porque não enxerga a maldade do mundo. Em seus pensamentos, ela é a vilã, a mocinha, a fada e a bruxa. Joana é o que quer ser e não entende a diferença de ser quem você é ou ser quem gostaria de ser, porque ela é todas elas e nenhuma delas quando, por lágrimas e gritos, suspira sem entender.
Conhecer Joana é um martírio para cada um que se aproxima dela. Pois, perto dela, somos capazes de entender perfeitamente a vida e a sociedade da qual fazemos parte. A reconhecemos, como se passasse um filme em nossas mentes, como se tivéssemos um estalo mental que clareia todos os nossos pensamentos. Mas entender a vida e a sociedade não é tudo o que queremos?
Quando estamos perto de Joana percebemos que não. Pois, ao encontrá-la em seu mundo nos deparamos diante da vida definida fora de nós mesmos, fora dos nossos valores, dos nossos desejos, do nosso "Eu", definidas por "Deus sabe quem".
Se Joana se encontrar, se ela encontrar o mundo fora dela, ela perderá toda a sensibilidade que preenche a sua alma, perderá sua essência, sua ilusão doce e criativa.
Mas olhando de longe e calmamente, sabemos que Joana não encontra o mundo fora de si mesma. Que inveja da Joana!!

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